Quem organiza
O grupo responsável pela organização da Cúpula dos Povos é o Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 (CFSC). O CFSC é um grupo plural, formado por coletivos e redes da sociedade civil brasileira. Seu objetivo é articular e facilitar a participação da sociedade civil no processo iniciado pela Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (mais conhecida como Rio+20), que ocorrerá no Rio de Janeiro, em junho de 2012.
Criado formalmente em janeiro de 2011 durante o Fórum Social Mundial de Dakar (Senegal), o Comitê foi resultado de discussões realizadas ao longo de 2010 sobre a ideia de um evento paralelo à Rio+20 organizado pela sociedade civil: a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental.
O Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 tem assento na Comissão Nacional para a Rio+20 e também é considerado pela Rio+20 como grupo de articulação local (“host country liaison group“).
O Comitê agrega uma grande diversidade de organizações da sociedade civil brasileira, atuantes nas mais diversas áreas – como direitos humanos, desenvolvimento, trabalho, meio-ambiente e sustentabilidade. Dentro dele, foi formado o Grupo de Articulação (GA), responsável pelas decisões e direcionamento político da Cúpula dos Povos. Uma secretaria operativa realiza os procedimentos práticos decididos pelo GA.
O Grupo de articulação é composto por 33 redes e organizações de representação nacional, que são:
- Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB);
- Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB);
- Articulação do Semi-Árido (ASA);
- Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB);
- Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong);
- Associação Nacional de Agroecologia (ANA)
- Central Única dos Trabalhadores do Brasil (CUT);
- Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB (CBJP);
- Comissão 8 (Pastorais Sociais) da CNBB;
- Comissão de Ecologia da CNBB
- Comitê Intertribal (ITC) – Kari Oca II;
- Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag);
- Conselho Nacional de Mulheres Indígenas;
- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq);
- Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen);
- Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES);
- Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS);
- Fórum Ecumênico ACT Brasil (Act Alliance e Portal Ecumênico);
- Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU);
- Forum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC);
- Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas (FNDTQ);
- Greenpeace Brasil;
- Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo do Fórum Social Mundial (Grap);
- Grupo de Trabalho Amazônico (GTA);
- Jubileu Sul;
- Marcha Mundial de Mulheres;
- Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS);
- Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca);
- Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais (Rede Brasil);
- Rede Brasileira de Agendas 21 Locais (Rebal);
- Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea);
- Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip);
- Rede Cerrado;
- Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma);
- Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA);
- Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia (Sinfrajupe);
- União Nacional dos Estudantes (UNE);
- Via Campesina (VC).
Ao longo do tempo, têm sido formados também pelo Brasil os comitês estaduais. Organizados em diversas cidades, eles realizam reuniões periódicas e promovem atividades locais de mobilização e divulgação da Cúpula dos Povos – além, claro, de pensar atividades e planejamentos para o evento, que acontece de 15 a 23 de junho no Rio de Janeiro.
Dentro do Comitê Facilitador, há também há os Grupos de Trabalhos (GTs). Os GTs pensam e planejam o a Cúpula dos Povos em diversas instâncias: metodologia, mobilização, processo oficial (ou seja, a relação da Cúpula com a Rio+20 da ONU), comunicação, território e Rio de Janeiro. Em breve, divulgaremos como organizações locais e regionais podem participar dos Grupos de Trabalho.
Quer participar? Saiba como.










